Proteção Solar

Rash guard ou camiseta UV: o que muda no surf em Itacaré

Lia Santos · Jun 10, 2026

Lia Santos

Repórter do Onda Jovem

O litoral brasileiro tem uma relação intensa com o sol e com a moda praia. Esta reportagem explora como rash guards, proteção solar e surf wear aparecem no dia a dia de quem vive perto do mar.

Conversamos com praticantes, lojistas e estilistas em diferentes regiões. O que emerge é um retrato fragmentado — e honesto — de como o país encara o verão.

Em Itacaré, a maré de surfistas jovens trouxe novas cores para as praias. No Rio, a proteção solar deixou de ser opcional nas escolas. Em Fortaleza, feiras locais disputam espaço com grandes redes.

Não há resposta única. O que importa é entender o contexto antes de escolher o que vestir ou recomendar.

Em Itacaré, a maré baixa expõe pedras escorregadias e turistas de boné. Na areia, instrutores da escola Maré Viva revisam a roupa dos alunos antes de cada aula. Rash guard ou camiseta UV? A pergunta parece técnica, mas muda conforto, proteção e até a postura na prancha.

Camisetas UV leves secam rápido e custam menos. Rash guards costumam ter costura reforçada, melhor ajuste no ombro e proteção mais estável em mergulhos repetidos. Para sessões de duas horas sob sol de meio-dia, a diferença aparece na pele.

Conversamos com o instrutor Diego Campos, que trabalha na região há oito anos. "Antigamente todo mundo surfava de regata", conta. "Hoje os pais perguntam pelo fator de proteção antes de alugar equipamento."

A escola mantém estoque de ambos os tipos. Para iniciantes, Diego recomenda manga longa sempre. Para intermediários em dias nublados, a camiseta UV pode bastar — desde que o aluno reaplique protetor nas áreas descobertas.

Itacaré recebe turistas o ano inteiro. Isso pressiona o mercado local: lojas na orla vendem peças importadas e nacionais lado a lado. Preço varia muito; qualidade da costura também.

Testamos três modelos em condições reais de aula — sem patrocínio. O que mais surpreendeu foi o desgaste na costura lateral após dez sessões em prancha de soft top. Peças mais baratas racharam primeiro.

Dermatologista Ana Ribeiro, de Salvador, reforça: roupa UV não elimina protetor solar no rosto e nas mãos. "É camada extra, não substituto", diz.

Para quem compra online, a tabela de medidas importa. Rash guard apertado demais limita remada; folgado demais cria atrito. A regra prática entre instrutores: deve marcar o corpo sem apertar o peito na posição de remar.

No próximo mês, a escola Maré Viva pretende exigir manga longa para todos os alunos menores de 14 anos. Outras escolas da Bahia acompanham o movimento.

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Em Pipa's temporada alta, lojas esgotam tamanhos médios de rash guard feminino com estampa neutra. A demanda surpreendeu até vendedores experientes — sinal de que proteção virou prioridade, não acessório.

Para viagem, dobrar rash guard úmido em saco plástico sem lavar é erro clássico. Mofo aparece em dois dias. Instrutores recomendam enxágue imediato mesmo sem sabão.

Peças com zíper frontal facilitam vestir, mas o zíper pode irritar pele sensível. Testamos modelo com proteção interna de tecido — diferença perceptível após duas horas de uso.

Em água turva de rio que deságua no mar, rash guard também protege de arranhão leve em galho flutuante — detalhe que surfista de Itacaré mencionou em entrevista.

Para fechar: escolher entre rash guard e camiseta UV não é prova de lealdade a marca. É escolha de sessão, orçamento e quanto sol você aguenta. Itacaré ensina que proteção e prazer na água podem coexistir — desde que a peça aguente remada e secagem.

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