Estilo

Cores e estampas: como jovens surfistas escolhem o rash guard

Marina Costa · Jun 3, 2026

Marina Costa

Repórter do Onda Jovem

O litoral brasileiro tem uma relação intensa com o sol e com a moda praia. Esta reportagem explora como rash guards, proteção solar e surf wear aparecem no dia a dia de quem vive perto do mar.

Conversamos com praticantes, lojistas e estilistas em diferentes regiões. O que emerge é um retrato fragmentado — e honesto — de como o país encara o verão.

Em Itacaré, a maré de surfistas jovens trouxe novas cores para as praias. No Rio, a proteção solar deixou de ser opcional nas escolas. Em Fortaleza, feiras locais disputam espaço com grandes redes.

Não há resposta única. O que importa é entender o contexto antes de escolher o que vestir ou recomendar.

Leia também: mais reportagens

Em Ubatuba, adolescentes colam adesivo de banda de punk no rash guard liso. Em Floripa, estampa tie-dye voltou com força entre meninas de 15 a 18 anos.

Marina Costa passou um sábado no parque de skate da Lagoa, no Rio, perguntando o que pesa na escolha. Resposta mais comum: cor que não marca suor e corte que não sobe na remada.

Marcas nacionais investem em collab com artistas locais. O preço sobe, mas a peça vira identidade — não só proteção.

Há quem customize com tinta para tecido em casa. Resultado nem sempre dura, mas vira conversa na fila da onda.

Estilo não substitui FPS do tecido. Marina sempre repete: verificar etiqueta antes de comprar por estética.

Lojas online reportam aumento de troca por tamanho errado entre jovens que compram pela estampa. Marina recomenda medir tórax e comprimento do torso antes de pedir.

A reportagem segue em atualização conforme novas lojas aderem ao tendência. Se você trabalha em escola de surf no Nordeste e quer compartilhar experiência — com ou sem identificação — escreva para [email protected].

Protetor solar em stick facilita reaplicação nas crianças com mãos molhadas. Algumas lojas passaram a exigir que cada aluno traga o próprio, para evitar compartilhar tubo na areia.

Chapéu com aba larga virou item obrigatório na areia enquanto a prancha fica na água. Parece detalhe, mas reduz queimadura em pescoço e orelha — regiões que rash guard não cobre.

Em João Pessoa, uma escola testou aula teórica de dez minutos sobre UV antes de entrar no mar. Pais relataram que filhos passaram a lembrar de reaplicar protetor em dias sem aula.

O debate sobre custo continua. Peça nova de manga longa custa entre 120 e 280 reais em lojas do Nordeste. Empréstimo rotativo funciona enquanto há estoque; quando cresce demanda, fila aparece.

Associação de surf do Ceará discute cartilha única para associadas, mas cada praia tem realidade diferente — vento, areia escura que esquenta o pé, horário de maré.

Para o Onda Jovem, o assunto importa porque proteção solar mal explicada afasta iniciante. Surf inclusivo passa também por equipamento acessível e regra clara.

Preto continua campeão entre quem quer discrição; neon resurge entre quem grava sessão para redes. Nenhum dos dois é "certo" — depende do quanto você quer aparecer ou sumir na água.

Surfista entrevistada em Saquarema disse que herdou rash guard da irmã mais velha: "Funciona, tem história, zero vergonha." Sustentabilidade entra pelo armário, não só pelo discurso.

Para quem está começando, Marina sugere uma peça neutra que combine com short e protetor. Estampa pode vir depois, quando você souber o que incomoda na remada.

A reportagem segue aberta a relatos visuais de leitoras e leitores. Envie foto (com permissão) para [email protected] — assunto Estilo.

Leia também: rash guard ou camiseta UV em Itacaré